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A Depressão será a doença mais comum do mundo, mas é discriminada

A Depressão foi o tema central do programa Canal Livre, da Banda. O professor titular da Faculdade de Medicina da USP e presidente diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Wagner Farid Gattaz, acredita que há uma discriminação da doença nas políticas de saúde.

" Por muito tempo, a psiquiatria foi colocada em um patamar inferior ao resto da medicina, refletindo a diminuição de valor que se dá às doenças neuropsiquiátricas. Um exemplo é que ainda hoje muitas operadoras de seguro de saúde não cobrem o tratamento psiquiátrico, como se fosse um luxo" disse.

O descaso é incoerente com a frequência com que a doença se manifesta na população. De acordo com a OMS, quase 500 milhões de pessoas sofrem dos chamados transtornos mentais no planeta. Segundo o professor, "em 25 anos a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, superando as cardíacas".

Mesmo com todos esses dados, o Dr. Gattaz qualifica o estado atual brasileiro como na "rabeira do progresso científico". Segundo ele, a reforma no atendimento psiquiátrico que houve no Brasil teve efeitos catastróficos no país, pois fechou hospitais em vez de melhorá-los. "Com um indivíduo que quer se suicidar já é difícil lider tendo ao lado especialistas dentro de um hospital, porque não dizer em um apartamento".

Veja a entrevista na íntegra em: http://abp.org.br/2011/medicos/depressao-sera-doenca-mais-comum/

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

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